Planificação

ūüćĆ Como criar uma marca, contando uma hist√≥ria, e fazer muitos clientes

Pense numa história que o tenha cativado - um documentário, um episódio de podcast, uma novela. O que é que essa história tem que faz com que você tenha ficado apaixonado por ela? Com toda a probabilidade, essa história fez com que você sentisse algo. Daí o sentimento de conexão.

A história de uma marca contém muitos dos elementos que pode retirar do seu livro ou filme favorito. E é uma história que serve um propósito semelhante. Tem personagens (a sua marca, os seus consumidores), um conflito (pessoal ou não), acção em crescendo (a sua jornada para resolver o problema do consumidor) e um climax (a venda ou o lançamento do produto). Mais importante que isso, deixa o leitor ou espectador com um sentimento, um feeling.

Se pensar na comunicação da sua marca como contando uma história, você liberta-se dos constrangimentos das narrativas habituais, e passa a poder escrever a história que você deseja. Não existem regras absolutas, mas existem muitas linhas guia que contadores de histórias experientes usam para agarrar e prender a atenção dos leitores. Neste artigo iremos revelar como a magia acontece.

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Conheça os contadores de histórias que seleccionámos

A hist√≥ria de uma marca est√° frequentemente ligada √† vis√£o original do fundador sobre o seu neg√≥cio, ou do caminho que trilharam na constru√ß√£o da sua marca. Como resultado, os fundadores ou criadores do neg√≥cio s√£o frequentemente os √ļnicos capazes de partilhar a origem da sua marca. Por isso mesmo, seleccion√°mos alguns empres√°rios – fundadores que utilizaram a t√©cnica de contar hist√≥rias com √™xito, para criar envolvimento com o consumidor e fazer crescer o seu neg√≥cio. Neste artigo eles partilham as suas jornadas pessoais e experi√™ncias, juntamente com os seus segredos mais bem guardados para criar uma hist√≥ria de marca convincente. Vamos conhec√™-los.

Charlotte Cho

Autora, esticista licenciada, e co-fundadora de Soko Glam e Then I Met You

Portrait of Charlotte Cho holding skincare products
Charlotte Cho

Quando Charlotte arriscou e lançou a Soko Glam em 2012, ela não tinha qualquer experiência nos negócios ou no mundo da beleza. Era uma empresário improvável Рà primeira vista. Mas foi a abordagem inconvencional da Charlotte que transformou a sua marca numa marca respeitada a nível mundial.

A Soko Glam √©, de muitas formas, a manifesta√ß√£o da jornada pessoal de Charlotte nos cuidados para a pele. Ela levou o seu p√ļblico consumidor pela m√£o enquanto fazia voar o seu neg√≥cio, partilhando os seus sucessos e insucessos, criando uma legi√£o de seguidores contando hist√≥rias de forma genu√≠na. Em 2018, ela lan√ßou a sua pr√≥pria linha de produtos dermatol√≥gicos (Then I Met You), uma marca cujo conceito se desenvolve a partir das suas pr√≥prias paix√Ķes.

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Lauren Chan

Modelo, antiga editora de moda, e fundadora e CEO de Henning

Portrait of Lauren Chan
BFA

A Lauren emigrou do Canad√° para Nova Iorque para trabalhar como modelo, antes de passar a fazer jornalismo – onde mais tarde se tornou uma escritora famosa sobre assuntos de moda.

Atenta às oportunidades de mercado, Lauren identificou a necessidade de roupas de tamanhos grandes no mercado e lançou a sua própria marca de roupa em 2019. Durante seis meses, ela construiu uma comunidade à volta da história da marca, antes de lançar oficialmente qualquer produto.

Ashley Jennett

Mãe, enfermeira licenciada, fotógrafa, e proprietária de The Bee & The Fox

Portrait of Ashley Jennett standing in a field with her children
Ashley Jennett

Para Ashley, enfermeira de profiss√£o, o seu neg√≥cio de t-shirts online aconteceu quase por acidente. Foi uma marca que nasceu da paix√£o pelas viagens com a sua melhor amiga, √† medida que documentavam fotograficamente os seus trajectos e experi√™ncias. The Bee & The Fox foi lan√ßada discretamente com t-shirts para crian√ßas, mas angariou muita aten√ß√£o e reconhecimento com o lan√ßamento da sua Mama Bird Shirt for Women. O neg√≥cio √© hoje a ocupa√ß√£o principal da Ashley – juntamente com o facto de ser m√£e a tempo inteiro. A sua hist√≥ria de maternidade e paix√£o pelas suas convic√ß√Ķes s√£o evidentes em cada n√≥ da sua experi√™ncia – inclusivamente nas t-shirts que produz.

O que é a história de uma marca?

Antes de falarmos sobre como contar a hist√≥ria de uma marca , devemos falar sobre o que √© uma marca – um conceito que √© muitas vezes mal compreendido. Uma marca √© muito mais que um logotipo ou que um cart√£o de apresenta√ß√£o. Uma marca exprime um sentimento. De acordo com a defini√ß√£o de Seth Godin uma marca √© um conjunto de expectativas, mem√≥rias, hist√≥rias, e rela√ß√Ķes que, vistas no seu todo, t√™m impacto sobre a forma como o consumidor decide o produto ou servi√ßo que ir√° comprar.

Vamos tomar como exemplo dois casos famosos: A Nike e a New Balance. Apesar dos seus produtos não diferirem muito em funcionalidade eles comportam-se de forma diferente e têm perspectivas muito diferentes. Os consumidores no mercado das sapatilhas têm sentimentos diferentes acerca das duas marcas, e sobre o que elas devolvem em termos emocionais.

Uma marca é muito mais que um logotipo ou um cartão de apresentação. Uma marca tem a ver com sentimento. Invoca-o e captura-o.

A hist√≥ria de uma marca utiliza a narrativa para delinear e comunicar a ess√™ncia da sua marca aos seus consumidores. √Č um mistura de factos (quem, o qu√™, quando) e sentimentos (o porqu√™) que dizem ao mundo o que voc√™ faz e porque √© que eles se deviam preocupar com isso. Uma boa hist√≥ria destila os valores da marca.

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Autenticidade e Confiança

As rela√ß√Ķes entre humanos levam tempo a construir, e o mesmo √© v√°lido para as marcas e para os seus consumidores. Requer passar tempo juntos, partilhar experi√™ncias, ter conversas, e criar confian√ßa ao longo do tempo.

Portrait of Lauren Chan
A hist√≥ria pessoal de Lauren est√° no centro da narrativa da sua marca. BFA

A Lauren acredita que as pessoas que os seus consumidores devem tomar parte nas decis√Ķes. “Parte da raz√£o porque as marcas de roupa de tamanho grande falharam no passado, deve-se a n√£o terem sido geridas por pessoas igualmente de tamanho grande” refere ela. “E √© evidente”. Lauren √© a sua pr√≥pria consumidora, por isso mesmo √© capaz de partilhar uma experi√™ncia comum com elas. A autenticidade √© evidente na hist√≥ria da sua marca e narrativa visual.

O eu interior da Charlotte tamb√©m desempenha um papel central na Soko Glam e na Then I met You. Para ela, ganhar credibilidade passou por assumir a sua falta de qualifica√ß√Ķes para vender. “A maior parte das pessoas compra produtos para a pele porque foram ao dermatologista.” diz ela. Tamb√©m diz “Eu nem sequer lavava a cara h√° uns anos atr√°s.” Charlotte usou o blogging como meio para partilhar dicas da sua pr√≥pria experi√™ncia como consumidora – e a experi√™ncia dessa fragilidade encontrou eco junto de uma comunidade sul coreana √°vida de produtos de beleza.

N√£o se pode vender autenticidade, nem sequer ensina-la.

Ashley Jennett

Mesmo quando Charlotte ganhou experi√™ncia com os seus produtos – escrevendo depois um livro sobre cuidados a ter com a pele e ganhando a sua licen√ßa de esteticista – ela mant√©m uma honestidade imaculada sobre os avan√ßos e recuos da sua pr√≥pria experi√™ncia. “Falo sobre isto abertamente, inclusivamente nas redes sociais.” diz ela “como por exemplo, a ansiedade que oi lan√ßar a marca Then I met you”.

Uma das armadilhas mais frequentes em construir uma marca √© inventar benef√≠cios, em vez de descobrir qual √© o seu prop√≥sito mais genu√≠no e valores” O cinismo √© dif√≠cil de esconder. Mensagens arrojadas e impactantes n√£o ser√£o interpretadas como aut√™nticas, n√£o importa os artif√≠cios que se utilizem. “N√£o se pode vender autenticidade, nem sequer se pode ensina-la” diz Ashley.

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Você e a sua marca

Voc√™, o fundador da empresa, traz esse beb√© que √© a sua empresa √† vida mas sejamos claros: a estrela n√£o √© voc√™. Voc√™ √© apenas o narrador, o personagem secund√°rio, o dispositivo narrativo que faz com que o protagonista receba todas as aten√ß√Ķes. √Č o seu consumidor quem faz avan√ßar a hist√≥ria.

A sua história torna-se a estrutura sobre a qual os consumidores escrevem a sua própria história.

Mas, o seu papel é crucial. A sua história torna-se a estrutura sobre a qual os seus consumidores irão escrever as suas próprias histórias. Se eles se revêm nas suas lutas e vitórias, é porque você conseguiu o objectivo de eles também representarem um papel na história da sua marca.

A decis√£o de colocar o seu nome e rosto no centro da hist√≥ria da sua marca √© uma decis√£o pessoal. Por muitas raz√Ķes, voc√™ pode decidir ser um pouco mais discreto que isso. Por exempo, a p√°gina da Ashley (sec√ß√£o Sobre n√≥s) conta-nos uma hist√≥ria bel√≠ssima e muito pessoal, conquanto o seu rosto e nome estejam obscurecidos. Por outro lado, os rostos vis√≠veis na p√°gina da marca, remetem para a variedade de consumidores e s√£o representativas dessa variedade.

Image of a model wearing a hat and a t-shirt looking back over her shoulder against a background of trees
Image of a two models wearing coats and sunglasses against a sky background
Image of a model sitting on a car wearing a t-shirt that reads "California"
The Bee & The Fox

No caso da Lauren, ela acredita que o seu site Henning precisava de um rosto que o identificasse. “O nosso neg√≥cio √© essencialmente conduzido por quest√Ķes emocionais”. A moda para tamanhos grandes – para pessoas que s√£o habitualmente marginalizadas por esta ind√ļstria – √© ainda mais emocional” refere ela. “Era necess√°rio um ser humano, era necess√°rio calor, era necess√°ria compreens√£o e esp√≠rito de comunidade”.

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Respondendo ao “porqu√™?”

Uma grande hist√≥ria tem sempre um porqu√™. A raz√£o de viver do personagem principal, a for√ßa condutora por detr√°s da jornada at√© ao “como” e “onde”. Numa hist√≥ria de marca, esse “porqu√™” pode ser um ponto doloroso – uma brecha no mercado que voc√™ quer preencher – ou ent√£o a satisfa√ß√£o de uma paix√£o. A resposta a “Porque √© que eu criei isto?” pode ser o ponto de partida para a sua hist√≥ria.

Quando a Lauren estava a trabahar como editora, ela encontrou-se com alguns dos maiores nomes na ind√ļstria da moda – enquanto vestia roupas que n√£o expressavam o seu estilo ou a faziam sentir-se confiante. “Estava limitada a roupas baratas e sem gra√ßa.” diz ela “Estava literalmente aterrorizada com a minha falta de escolhas, assim como j√° faltava a reuni√Ķes porque o meu aspecto me deixava embara√ßada e com vergonha.”

As frustra√ß√Ķes de Lauren, ela percebeu depois, eram pessoais, mas tamb√©m eram partilhadas por muitas mulheres que usavam tamanhos grandes. O seu “porqu√™” era assegurar que outras mulheres n√£o teriam de passar pelo drama da mesma experi√™ncia. “Quando mulheres gordinhas s√≥ t√™m um tipo de roupa para vestir e n√£o se podem expressar, n√£o est√£o a sentir-se aut√™nticas” ela diz “os efeitos s√£o devastadores a n√≠vel emocional”.

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Elementos de uma História

Os princ√≠pios fundadores para escrever uma hist√≥ria que cativa s√£o quase os mesmos em todos os mediuns. √Č a qualidade do que √© expresso, e n√£o o formato, que determina se uma hist√≥ria tem ou n√£o impacto. Podemos usar e aprender das mesmas t√©cnicas de contar hist√≥rias que usam os realizadores de cinema ou romancistas.

ūüďĖ Quais s√£o os elementos de uma boa hist√≥ria?

  • Apresenta√ß√£o: personagens, ambiente e detalhes que ajudam o leitor a visualizar a hist√≥ria.
  • Conflito: Uma situa√ß√£o de tens√£o ou crise que pode mudar o rumo do personagem
  • Desenvolvimento: O caminho a percorrer at√© ao climax
  • Climax: A derrota, renascimento, ou vit√≥ria: o come√ßo de algo novo
  • Ep√≠logo: Tamb√©m chamado de resolu√ß√£o do argumento.

‚úŹÔłŹ Como exemplo, vamos usar estes elementos para criar a base para a hist√≥ria da Hennings:

  • Personagens: Lauren, uma mulher gordinha (e os seus consumidores)
  • Cen√°rio: Nova Iorque, escrit√≥rios e espa√ßos frequentados por mulheres executivas
  • Conflito: Lauren n√£o conseguia encontrar roupa que representasse o seu eu interior convicentemente
  • Desenvolvimento: Ela come√ßou a faltar a reuni√Ķes, e o mal estar psicol√≥gico pela falta de roupas instalou-se
  • Climax e Resolu√ß√£o: Ela cansou-se das poucas op√ß√Ķes dispon√≠veis no mercado de roupas largas e decidiu lan√ßar a sua pr√≥pria marca. A Henning conquistou um p√ļblico com base na sua autenticidade e compromisso para desenhar roupas para mulheres gordinhas, concebidas tamb√©m por uma mulher gordinha.

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O consumidor como herói e personagem principal

Screen shot of a Then I Met You post on Instagram
Customer faces and stories are often highlighted in Then I Met You marketing. Then I Met You

Lembre-se de focar o rumo da sua hist√≥ria no personagem principal: o seu consumidor. √Ä medida que desenvolve a sua hist√≥ria, pense sempre nele em primeiro lugar, e deixe que as suas necessidades e fragilidades o guiem. “Se n√£o consegue comunicar quem √©, como marca, e identiicar o tipo de pessoa com quem deseja comunicar, ent√£o n√£o ser√° capaz de vender.” diz o profissional de marketing Joey Ng.

Incorporar a interpretação que os consumidores fazem da nossa marca, permitiu-nos prosperar.

Charlotte Cho

√Ä medida que o seu neg√≥cio cresce, incorporar a hist√≥ria do seu consumidor na sua marca ir√° ser cada vez mais natural, conquanto estabele√ßa um di√°logo com a sua audi√™ncia – ou seja, assim que o seu p√ļblico come√ßar a partilhar experi√™ncias, poder√° reunir estas hist√≥rias e utiliza-las para construir a sua pr√≥pria hist√≥ria. A Lauren tinha isto em mente para a Henning, antes mesmo de ter qualquer produto para vender. Ela sabia, apesar disso, que a opini√£o dos seus consumidores iria ajuda-la a dar forma √† sua marca, e hoje em dia at√© inclui algumas das suas melhores clientes nas fotos do seu website.

A Charlotte optou por ser a curadora das hist√≥rias que os seus consumidores j√° contavam. Ela descobriu que os f√£s estavam a criar a sua pr√≥pria arte – sem tabus – √† volta dos seus produtos e da sua marca “√Äs vezes, os consumidores tiram at√© melhores fotos do que eu” afirma ela. A Then I Met You lan√ßou recentemente um concurso de arte para destacar alguns destes trabalhos no seu website. “Incorporar as hist√≥rias dos consumidores” tornou-se um factor chave no sucesso da Then I Met You.

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Narrativa Visual

As grandes narrativas são determinadas pela forma, não pelo formato. O medium certo é aquele que mehor suporta a narrativa da sua marca: pode contar a história através de vídeo, fotografia, audio ou design?

A Lauren conta-nos que as narrativas visuais s√£o importantes para a Henning. Os seus clientes s√£o mulheres bem sucedidas, que se apresentam de uma forma elegante e sedutora. Para atrair esse tipo de p√ļblico, Henning toma muita cuidado com a sua voz e o seu aspecto visual. “Eu queria mesmo criar uma marca onde as mulheres pudessem ver imediatamente que elas pertenciam a este espa√ßo, apenas pelo aspecto visual”.

Blonde model wearing a beige trenchcoat
Hands adjust the belt of a brown trench coat
Blonde model poses for a photoshoot wearing a black coat
BFA

A marca Henning fala ao cora√ß√£o de um grupo que foi historicamente ignorado pelo mundo da moda – os clientes necessitam de ver a si mesmos representados na hist√≥ria de Henning. “As narrativas visuais do mundo da moda ditaram durante muitos anos o que as mulheres pensam sobre si mesmas” diz Lauren. “Quando a √ļnica coisa que se nos √© dada a ver √© um tipo ideal de mulher na moda – magra, branca, jovem e alta – toda a gente sofre com isso.”

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Onde e quando usar uma história

O local mais √≥bvio para contar a hist√≥ria da sua marca √© na p√°gina “Sobre n√≥s” no seu website. √Č um espa√ßo dedicado especificamente a este fim. Pode utilizar uma combina√ß√£o de narrativa, v√≠deo, e artes visuais.

Mas, marketing de excelência, trata de encontrar os seus consumidores onde quer que eles estejam, mesmo antes de eles comprarem o seu produto. Narrativas são uma ferramenta poderosa para desenvolver afinidade com a marca.

ūüéôÔłŹ Onde contar a sua hist√≥ria

  • Nas biografias das redes sociais e em posts
  • Na p√°gina “Sobre n√≥s” no seu website
  • Na P√°gina inicial do seu website
  • Na P√°gina de Produto
  • Na embalagem do produto
  • Nos emails
  • Guias internos sobre a marca
  • Contrata√ß√£o de pessoal e treino (descri√ß√Ķes de trabalho)
  • Entrevistas e press-releases
  • Em blogues ou outras publica√ß√Ķes
  • Em audio ou podcast
  • V√≠deo: Em diferido ou em directo
Screen grab of Soko Glam's About Page or the brand's online store
As mensagens pessoais de Charlotte continuam a ser muito importantes, a despeito do crescimento da marca

Como contar histórias quando a sua empresa começa a crescer

Como fundador, é você quem cria a primeira versão da história da sua marca, controlando a consistência e coerência da mensagem. Mas, à medida que a sua marca cresce, é provável que comece a delegar parte da narrativa sobre a sua marca a outros parceiros, freelancers, agências, ou staff. Como é que se pode certificar que a narrativa se mantém fiel à sua visão original?

Esta quest√£o tornou-se preocupante para a Ashey assim que ela come√ßou a trabalhar com uma equipa de marketing. Ela come√ßou a ver mensagens da sua marca com as quais n√£o se identificava. Foi ent√£o que ela se apercebeu que o marketing era uma √°rea da empresa que ela n√£o poderia nunca deixar! “Eu tenho de ter isso sob controle” reclama ela. “ter a minha pr√≥pria voz na comunica√ß√£o da minha marca √© fundamental para mim”. Por isso, Ashley tem hoje uma rela√ß√£o muito pr√≥xima com a sua equipa de marketing.

A Ashley contratou um antigo vizinho para tratar do seu serviço ao consumidor, porque era importante para ela que este ponto crítico do seu negócio fosse tratado por alguém que ela conhecia intimamente.

A abordagem da Lauren, foi antecipar o crescimento. Trabalhou na sua marca durante meses, mesmo antes do lançamento. Esse trabalhou resultou por exemplo, num livro de normas da marca, que ajuda a integrar qualquer pessoa nova na equipa.

Para a Charlotte, crescer e expandir o n√ļmero de vozes que representam a sua marca tem sido uma experi√™ncia positiva. A marca ainda √© relativamente pequena – diz ela – “N√£o √© como se fossemos a Sephora”. Por isso mesmo, a Charlotte est√° profundamente envolvida com a mensagem da sua marca. Mas, com o crescimento, a sua marca passou a contar com a comunica√ß√£o de novos rostos e vozes, nos seus v√≠deos e posts de blogue.

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Como contar a história da sua marca

Display of Then I Met You products on a row of shelves against a blue wall
Then I Met You

Em primeiro lugar, esta √© a sua hist√≥ria. Delegar nos outros a tarefa integral de escrever a hist√≥ria da sua marca pode ser um erro. Claro, os profissionais podem ajudar a polir e a limar as arestas da sua narrativa, por√©m, como propriet√°rio, dever√° estar fortemente envolvido neste processo. “N√£o podemos alugar a nossa voz” – diz a activista e empres√°ria Leanne Mai-Ly Hilgart. “√Č o nosso cora√ß√£o, a nossa alma, a nossa hist√≥ria.”

Em que √© que a sua marca acredita? E porque √© que ela existe? A partir da√≠ poder√° definir qual √© o desejo interior colectivo do seu p√ļblico e o benef√≠cio emocional que pode oferecer para satisfazer esse desejo.

Karlee Bedford

Estive num workshop em 2019 apresentado pelo profissional de narrativas Louis Richardson. “N√£o se trata de os convencer a comprar” disse-nos ele “trata-se de os levar a acreditar” Com isso em mente, vamos ver ent√£o como fazer.

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1. Comece pelo princ√≠pio ūüĒ§

“Defina a sua convic√ß√£o e raz√£o de ser” diz a Karlee “Em que √© que a sua marca acredita? E porque √© que ela existe? A partir da√≠ poder√° definir o desejo interior colectivo do seu p√ļblico, e os benef√≠cios emocionais que satisfazem esse desejo.” Apenas nesse momento, diz ela, poder√° esmiu√ßar os detalhes, como o tom da comunica√ß√£o, o design, etc.!

2. Fa√ßa perguntas ūü§Ē

Se n√£o √© um contador de hist√≥ria inato, comece por fazer exerc√≠cios de brainstorming para desbloquear o seu pensamento criativo. Responda √†s seguintes quest√Ķes:

  • Porque √© que a sua marca / empresa existe? Porque √© que come√ßaram este neg√≥cio?
  • Qual √© a sua hist√≥ria pessoal? Inclua o que for relevante na jornada empresarial ou na concep√ß√£o da sua marca
  • Quem s√£o os personagens principais? Voc√™? O seu p√ļblico alvo? Mentores? Parceiros?
  • Qual √© o cen√°rio, se relevante? O s√≠tio onde nasceu a marca √© importante? Porqu√™? (Isto √© importante para marcas que t√™m como alvo as comunidades locais ou s√£o inspiradas em viagens, por exemplo)
  • Onde est√° a necessidade fundamental a resolver? Que ac√ß√£o se seguiu? Que problema voc√™ est√° a tentar resolver? Qual √© a sua miss√£o? O que √© que est√° a tentar alcan√ßar com a sua marca?
  • Quem √© o seu p√ļblico, ou qual √© o perfil do seu consumidor? Seja espec√≠fico. Em que √© que eles acreditam? Em que √© que quer que eles acreditem quando tomam contacto com a sua marca e hist√≥ria?
  • Como √© que gostaria que outras pessoas descrevessem a sua marca aos amigos?
  • Quais s√£o as coisas em que acredita? Quais s√£o os seus valores intr√≠nsecos? Como √© que esses valores se v√£o reflectir na sua marca?

3. Ou√ßa a sua comunidade ūüéß

A sua hist√≥ria deve ser aut√™ntica e relevante, diz a Lauren. E ainda que a sua hist√≥ria seja pessoal, n√£o deve necessariamente criada numa redoma. “N√£o deve ser conduzida apenas por si” diz ela. “Fale com a sua comunidade para entender a experi√™ncia colectiva das pessoas que no futuro ir√£o comprar os seus produtos.

As narrativas, e contar histórias, ajudaram a nossa comunidade a perceber aquilo que mais importava para eles.

Charlotte Cho

4. Escreva uma hist√≥ria, n√£o uma lista de factos ūüďö

A p√°gina do seu website “Sobre n√≥s” √© uma entrevista diz Melyssa Griffin. Como descreveria a sua marca numa conversa√ß√£o a um patr√£o, ou a um amigo? Use a estrutura b√°sica de uma hist√≥ria que explic√°mos acima neste artigo para dar resposta √†s suas quest√Ķes acima, de uma forma que seja conversacional, envolvente, e bem colocada. Lembre-se de ler tudo em voz alta. Ler em voz alta, ajuda a escrever de forma mais apaixonada.

5. E a moral da hist√≥ria √©‚Ķ? ‚̧ԳŹ

Muitas boas hist√≥rias acabam com uma moral ou uma li√ß√£o. Lembre-se de qualquer um dos filmes da Disney. Para as narrativas, ou hist√≥ria, de uma marca vamos pensar nisto como uma “call to action” – chamada √† ac√ß√£o. A sua hist√≥ria deve conduzir sempre o leitor √† tomada de uma decis√£o.

Lembre-se que o objectivo da hist√≥ria nem sempre √© convencer algu√©m a comprar – pelo menos, n√£o nesse momento. Mas que outras decis√Ķes quer que o leitor tome? Devem segui-lo nas redes sociais por exemplo? Completar um inqu√©rito? Ler mais sobre a marca?

“As pessoas ir√£o esquecer o que voc√™ disse. As pessoas ir√£o esquecer o que voc√™ fez” disse Maya Angelou certa vez “mas as pessoas nunca esquecer√£o como voc√™ as fez sentir”.

Procurando feeback

Woman in a hat and t-shirt that says "Nobody's Perfekt" stands against a background of trees
‚ÄúNobody‚Äôs Perfekt.‚ÄĚ The Bee & The Fox

Trabahar com um redactor √© um primeiro passo importante para assegurar que a comunica√ß√£o da sua marca √© apresentada de forma polida e profissional. Se n√£o tem or√ßamento para contratar um profissional, qualquer pessoa pode ajud√°-lo a avaliar a qualidade da mensagem que quer passar. Melhor ainda, partilhe os primeiros esbo√ßos com v√°rios amigos que lhe possam dar um feedback honesto e construtivo, juntamente com pessoas que se assemelhem ao seu p√ļblico-alvo.

Assim que a história da sua marca for propagada pelo mundo, isso não siginifica que é imutável. Procure feedback dos seus consumidores constantemente. Existem muitas formas de conseguir este feedback:

  • Fa√ßa inqu√©ritos ou vota√ß√Ķes atrav√©s das redes sociais, ou atrav√©s de email marketing.
  • Preste aten√ß√£o aos coment√°rios, feedback e cr√≠ticas colocadas nos v√°rios canais √† sua disposi√ß√£o.
  • Coloque quest√Ķes √† sua audi√™ncia directamente nas redes sociais (o que √© menos formal que um inqu√©rito ou vota√ß√£o online)
  • Ofere√ßa consultas gr√°tis via video ou chat – pode aprender tanto com essa experi√™ncia como o seu interlocutor.

Ainda que seja importante receber feedback, saiba distinguir quando tomar medidas, ou simplesmente deixar os comentários em banho maria. Nem todos os consumidores são o seu melhor consumidor, nem aqueles que irão comprar o seu produto. Deverá saber quando e como permanecer fiel aos seus princípios.

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